Todos os anos, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura (FAO) celebra o Dia Mundial da Alimentação no dia 16 de Outubro, para comemorar a fundação da Organização em 1945. São organizados eventos em mais de 150 países em todo o mundo, tornando-o um dos dias mais celebrados no calendário das Nações Unidas. Estes eventos promovem a conscientização e ação mundial relativamente às pessoas que padecem de fome e sobre
a necessidade de assegurar segurança alimentar e dietas nutritivas para todos. O Dia Mundial da Alimentação é igualmente uma oportunidade importante para enviar uma mensagem sólida ao público, segundo a qual: nós podemos acabar com a fome nesta vida e tornarmo-nos a Geração Fome Zero, contudo, todos nós devemos trabalhar juntos para alcançar este objetivo, alerta mensagem da FAO. O tema deste ano é “As nossas ações são o nosso Futuro”.

Conforme publicado na página da organização a fome zero significa trabalhar em conjunto para garantir que todos, em qualquer lugar, tenham acesso à comida segura, saudável e nutritiva de que precisam. Para alcançá-lo, devemos adotar um estilo de vida mais sustentável, trabalhar com os outros, compartilhar nosso conhecimento e estar dispostos a ajudar a mudar o mundo – para melhor.
Nossas ações são o nosso futuro
Após um período de declínio, a fome mundial está em ascensão novamente. Hoje, mais de 820 milhões de pessoas sofrem de desnutrição crônica, de acordo com o último relatório da FAO 2018 sobre Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo.
Conflito, eventos climáticos extremos ligados à mudança climática, desaceleração econômica e aumento rápido dos níveis de sobrepeso e obesidade estão revertendo o progresso alcançado na luta contra a fome e a desnutrição.
Agora é a hora de voltar aos trilhos. O mundo pode alcançar o Fome Zero se unirmos forças entre nações, continentes, setores e profissões, e agirmos com base em evidências.
Setenta por cento dos pobres do mundo vivem em áreas rurais onde as vidas das pessoas dependem da agricultura, pesca ou silvicultura. É por isso que a fome zero exige uma transformação da economia rural.
Os governos devem criar oportunidades para maiores investimentos do setor privado na agricultura, ao mesmo tempo em que impulsionam os programas de proteção social para os vulneráveis ​​e ligam os produtores de alimentos às áreas urbanas.
Os pequenos agricultores precisam adotar novos métodos agrícolas sustentáveis ​​para aumentar a produtividade e a renda. Garantir a resiliência das comunidades rurais requer uma abordagem consciente do meio ambiente, que aproveite o poder da inovação tecnológica e crie oportunidades de emprego estáveis ​​e recompensadoras.
Mas o emprego e o crescimento econômico não são suficientes, sobretudo para aqueles que enfrentam conflitos e sofrimento.
O Fome Zero vai além da resolução de conflitos e do crescimento econômico, adotando a abordagem de longo prazo para construir sociedades pacíficas e inclusivas.
Enquanto milhões passam fome, 672 milhões sofrem de obesidade e outros 1,3 bilhões estão acima do peso. Nós podemos mudar isso.

Saiba mais na página da FAO

 

Fonte FAO