Há dois anos existe no Rio Grande do Sul o Plano Estadual de Agroecologia  e Produção Orgânica (Pleapo) e hoje o trabalho desenvolvido neste período está sendo analisado e discutido a partir dos resultados apresentados por e para agricultores, pesquisadores e entidades que fazem parte do comitê gestor, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR). O evento, Rio Grande Agroecológico, acontece todo o dia desta sexta-feira no auditório do Centro Administrativo Fernando Ferrari, em Porto Alegre.

Um dos destaques nas apresentações foi mostrar a articulação entre organizações da sociedade civil e governo. A importância de atuarem juntos para alcançar metas com ações efetivas em busca de resultados positivos para todos. São objetivos comuns de desenvolvimento das famílias que trabalham no campo, boa produção de alimentos para que o consumidor esteja bem abastecido e aliar os conhecimentos adquiridos por pesquisadores das universidades e instituições de pesquisa para o melhoramento das práticas neste setor.

Um dos aspectos levantados no evento é a estrutura de governança que é bastante complexa para que permaneça o diálogo entre sociedade civil e entes públicos. Os programas desenvolvidos pelas universidades, aliados ao interesse de políticas públicas vão proporcionar uma agricultura sustentável. Durante o Seminário, viu-se que o panorama do sistema alimentar contemporâneo apresenta pouca variedade na produção e o cumprimento de metas do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), foi de 29 por cento.  Representantes de organizações da sociedade civil relataram  experiências e apresentaram alguns  números que comprovam o empenho e capacidade dos atores sociais.

A engenheira agrônoma  Agda Ikuta que é membro do Comitê Gestor do Plano Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica (SDR), foi enfática sobre a importância do Pleapo para que as entidades se conhecessem e fizessem uma interação. O encontro mostrou à sociedade civil que pode sim atuar, pois ela é essencial no processo, cobrando dos órgãos o trabalho e resultados. Os participantes na construção do Pleapo conseguiram formar um comitê gestor paritário apesar das dificuldades da conjuntura atual. Para Agda, hoje ficou demonstrado para a sociedade que o Plano existe e que pode seguir por mais tempo, pois há resultados para serem comemorados.