A Caderneta Agroecológica é uma iniciativa do grupo ‘Mulheres Agroecologia em Rede’ e foi criada com o objetivo de auxiliar o monitoramento da produção agrícola de mulheres e visibilizar o trabalho delas no campo. O projeto, é uma iniciativa da parceria entre a RMERA, o Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM), a Rede de Produtoras Rurais do Nordeste, o Movimento de Mulheres Camponesas da Região Sul e o Grupo de Trabalho (GT) Gênero e Agroecologia da Região Sudeste. Todas estas redes integram o GT Mulheres da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA).

O acompanhamento da utilização da caderneta agroecológica por mulheres agricultoras em diversas regiões brasileiras ocorre por meio de outro projeto, intitulado ‘Os quintais das mulheres e a caderneta agroecológica na Zona da Mata de Minas Gerais e nas regiões Sudeste, Sul, Amazônia e Nordeste: sistematização da produção das mulheres rurais e um olhar para os quintais produtivos do Brasil’, fruto de uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Viçosa, coordenada pela pesquisadora Beth Cardoso, que também integra o Mulheres Agroecologia em Rede.

Anotando a quantidade do que consomem, doam, trocam e vendem, as mulheres são acompanhadas com o auxílio da rede que atua pela agroecologia, que conta ainda com a parceria de diversas entidades e grupos para a sistematização dos dados. Na Amazônia, por exemplo, o projeto tem como apoiadores o programa da FASE na Amazônia, do Movimento de Mulheres do Nordeste Paraense (MMNEPA), a Associação Agroecológica Tijupá, a Casa da Mulher do Rio, o Instituto de Mulheres Negras do Amapá (IMENA), além de federações, sindicatos e cooperativas de agricultores e agricultoras.

De acordo com Rita Teixeira, da RMERA, dos cem quintais produtivos que inicialmente pretendia acompanhar na Amazônia, o projeto conseguiu alcançar 88, sendo 40 somente no Pará. Destes, dez são monitorados pelo MMNEPA e 30 são acompanhados pela parceria com a FASE nos municípios de Abaetetuba, Igarapé Miri, Santo Antônio do Tauá, Irituia e Mãe do Rio. “Com a sistematização das cadernetas, queremos fazer uma grande publicação e mostrar a diversidade da produção das mulheres da Amazônia, as dificuldades e os aprendizados. Queremos mostrar tudo o que as mulheres estão colocando como um avanço neste trabalho”, ressalta Rita.

Fonte: Fundo Dema