Hoje nossa dica é o blog “Outra Cozinha”, de Carla Soares. Indicamos um texto que traz uma  reflexão  sobre as razões de nossas preferências alimentares.

Por que comemos o que comemos? Por que gostamos mais de certos alimentos?

A Carla fala muito bem sobre comida. Veja o que ela traz em seu blog: “escrevo sobre cozinha com PANCs, valorização de ingredientes locais, cultivo de jardins comestíveis urbanos, e projetos culinários para fazer comida do zero. Toda sexta tem post, e uma vez por mês tem ensaios mais reflexivos na newsletter. Todas as receitas são testadas, vegetarianas e feitas com amor”.

Além da qualidade de seus textos, Carla Soares nos brinda com receitas saborosas e belas imagens.

Vale a pena visitar “Outra Cozinha”. O blog traz ideais, opiniões, informações e sabores para quem quer nutrir mente e alma.

Para iniciar uma breve degustação,  leia o trecho a seguir, de um texto mais recente da newsletter do “Outra Cozinha”:

“Se comer fosse só “colocar energia para dentro”, pura necessidade fisiológica, todo mundo comeria da mesma forma e as mesmas coisas, só pra matar a fome. Mas a gente sabe que não funciona assim. (Há quem pense que seja possível uma “ração humana”, mas Soylent me causa arrepios).

Nem numa mesma casa a gente gosta das mesmas coisas, e isso só piora quanto mais a gente amplia as vistas para outras pessoas, famílias, cidades, ou países.

Se você já reparou nisso, talvez já tenha se perguntado: por que é que a gente dá valor para algumas comidas enquanto torce o nariz para outras? O que é que faz a gente ter vontade de pôr certas comidas no prato? Por que, afinal, a gente come o que a gente come?

Estas são perguntas com uma infinidade de respostas possíveis.

Uma vez, enquanto cozinhava, me dei conta que tinha parado de tirar os talos da couve até quase a metade da folha, como sempre fiz, antes de picá-la bem fininho. Eu tinha aprendido que a couve se fazia tirando a folha bem rente aos talos, e que eles deviam ser descartados, pois eram fibrosos e não ficaria gostoso fazê-lo junto das folhas. Quando prestei atenção em como tinha mudado um hábito e passado a comer uma parte que eu jogava fora, me dei conta de que essa coisa de “aproveitar” não é exatamente o que se passava na minha cabeça. Então retomei essa pergunta sobre comida, identidade, e essas escolhas alimentares que a gente faz e nem percebe. Por que, afinal, a gente come o que a gente come? E dá pra mudar isso sem sentir como se fosse um desgosto?…”

Aqui você pode saborear o texto completo.