Dias 04, 05 e 06 aconteceu na Assembleia Legislativa do RS o Seminário Políticas Públicas para Agroecologia na América Latina e Caribe. O evento encerrou com uma injeção de ânimo nos participantes com a apresentação, da tarde de sexta-feira, de experiências locais de produção bem-sucedidas ambiental, social e economicamente. Também foram debatidas ações institucionais para a promoção da agricultura em bases sustentáveis.

Alvir Longhi, representante da Rede Ecovida de Agroecologia ressaltou que “o papel das políticas públicas é nos ajudar a colocar o bloco na rua. Mostrar para a sociedade que existimos e que há gente preocupada com a produção de alimentos saudáveis e com a preservação ambiental”.

Ele considera que houve avanços em termos de políticas públicas para o setor no Brasil, mas a legislação não colabora com os agroecologistas. “A legislação não é um elemento que motiva o produtor agroecológico, que não usa agrotóxicos e não desmata. Enquanto setores querem tirar a rotulagem dos produtos transgênicos, pouco se avança na normatização das pequenas agroindústrias, que processam o excedente da propriedade”, criticou.

Longhi afirmou ainda que as pequenas agroindústrias artesanais são fundamentais para manter a diversidade da produção e resistir à homogeneização dos sabores.

A representante da Secretaria do Desenvolvimento Rural Agda Regina Ikuta apresentou as diretrizes, ações e instrumentos da Lei 14.486/2014, que institui no Rio Grande do Sul o Plano Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica.

O Seminário Políticas Públicas para Agroecologia na América Latina e Caribe foi promovido pelo Parlamento gaúcho, Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Rural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), Red Políticas Públicas y Desarrollo Rural em America Latina e Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

Leia aqui a matéria completa.

 

a07

 

Fonte: Agência de Notícias ALRS