O seminário “Diversidade do Mundo Rural na Amazônia” reuniu pesquisa, extensão e movimentos sociais entre 7 e 9 de julho, na Universidade Federal do Pará (UFPA), Belém. Em foco, uma variedade de temas que constituem o universo rural amazônico: de produção familiar a gênero e sexualidade, incluindo educação do campo e agroecologia. O Instituto Mamirauá trouxe para o debate experiências com comunidades da região do Médio Solimões, estado do Amazonas.

“Uxi ou uva, tambaqui ou Calabresa? Mudanças nos hábitos alimentares de comunidades ribeirinhas do Rio Japurá, Amazonas” é o nome do artigo apresentado pela pesquisadora Jéssica dos Santos. As comunidades estudadas (São Raimundo do Jarauá, Manacabi e Nova Betânia), estão dentro de áreas protegidas e em ambiente de várzea, cujas florestas passam por períodos de seca e cheia, ditados pelo nível de água dos rios.

“As comunidades ribeirinhas da várzea amazônica são conhecidas pela adaptação aos períodos de cheia e seca dos rios e afluentes. Condicionando-as a modificarem as maneiras de obter seus alimentos, seja por meio da agricultura e pesca; e por troca ou compra de mercadorias de regatões e mercados da cidade”, afirma o trabalho.

Com ferramentas de Diagnóstico Rural Participativo, a equipe do Instituto Mamirauá, também formada pelas técnicas Cláudia Barbosa, Eliane Neves e a pesquisadora Júlia Ávila, identificou outras influências na dieta ribeirinha. “Percebe-se modificação no consumo de alimentos por estas comunidades devido a outros fatores, como alteração no acesso à renda e por urbanização dos hábitos alimentares”, escreve o grupo.

 

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Fonte: Instituto Mamirauá

Foto: Jéssica dos Santos