A Operação Carne Fraca é a maior da história da Polícia Federal, informou a instituição na manhã desta sexta-feira (17/03). Após dois anos de investigação, a PF constatou que fiscais do Ministério da Agricultura atuam para “facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem qualquer fiscalização efetiva”. Tudo, claro, movido a propina.

Empresários do agronegócio estão entre os alvos dos 309 mandados judiciais. Os números são superlativos: 27 prisões preventivas, 11 prisões temporárias, 77 conduções coercitivas. Os 194 mandados de busca e apreensão, segundo a PF, foram feitos em residências e em empresas “supostamente ligadas ao grupo criminoso”.

Os crimes foram investigados pelas superintendências do Paraná, Minas Gerais e Goiás. A operação que mobilizou 1.100 policiais foi deflagrada em sete Unidades da Federação (SP, DF, SC e RS, além dos três mencionados) pela 14ª Vara da Justiça Federal de Curitiba – desta vez não foi a 13ª Vara, conhecida pela atuação do juiz Sérgio Moro.

A Polícia Federal informa que, entre as ilegalidades, estava a remoção de agentes públicos, com desvio de finalidade “para atender interesses dos grupos empresariais”. “Tal conduta permitia a continuidade delitiva de frigoríficos e empresas do ramo alimentício que operavam em total desrespeito à legislação vigente”.

Segundo a PF, o nome Carne Fraca – motivado pela expressão popular – está em sintonia com a “qualidade dos alimentos fornecidos ao consumidor por grandes grupos corporativos do ramo alimentício” e com a “fragilidade moral de agentes públicos federais”.

Fonte: Outras Palavras

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A revista Mundo Estranho publicou, em 2013,  exemplos de escândalos alimentares  ocorridos em alguns países.

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