É só navegar um pouco pela Web para ver que existe uma grande movimentação em torno das PANCs, as Plantas Alimentícias Não Convencionais. São vários os trabalhos acadêmicos, publicações científicas, livros, sites e blogs que falam sobre o tema que até pouco tempo nem se imaginaria que pudesse aliar alimentação saudável à sustentabilidade.

Olhar as PANCs também  é remeter-se ao início do movimento Punk no mundo, no e no Brasil vendo que existem coisas em comum. Quem escreveu muito bem acerca dessa analogia foi a Carla Soares, da página “Outra Cozinha Cozinha subversiva”. A autora cita o conteúdo do livro Plantas Alimentícias Não-Convencionais (PANC) no Brasil, de Valdely Kinupp e Harri Lorenzi e faz referência ao conteúdo relacionando-o com o movimento Punk.

Carla diz que “PANC tem um quê de punk, e não é só a sonoridade. PANC são punks porque carregam em si uma independência maior das empresas que ditam o que se planta por meio da venda de sementes — eu diria que elas são anticapitalistas por natureza. São sabores menos globalizados. Comer PANC é uma forma de rebeldia aos sabores convencionados como os que eu deveria comer. E sem essa imposição do que está nos supermercados, abre-se um leque gigante de novas delícias.”

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