Bienal de arte de São Paulo deste ano trata entre outros temas da necessidade que temos em conhecer e se reconhecer culturalmente através de nossos hábitos. Entender como  foram determinados e vão se construindo em nosso dia-a-dia, na nossa vida. Um desses hábitos é o da alimentação. Hoje muitos de nós não sabemos bem porque comemos isso ou aquilo e porque é feito de uma ou de outra maneira. Nos falta saber quem os produz, se podemos nós mesmos cultivar e como, que efeitos nos fazem, qual a origem, etc. Artistas de vários países trazem essa pauta porque a industrialização e a forma como vivemos nos distanciou desse universo que tem outro ritmo, pois plantar é esperar, cuidar, entender, aprender com os antepassados, passar as informações para outros, compartilhar, oferecer.

Fórum Brasileiro de Segurança e Soberania Alimentar (FBSSAN) acaba de lançar a segunda etapa da Campanha Comida é Patrimônio. “A partir do ato alimentar, podemos trazer de volta as conexões simbólicas do comer, que é uma das maneiras mais eficaz de comunicação e autorepresentação, nas quais podemos expressar e preservar a identidade cultural.”

No site deles há uma série de considerações sobre a alimentação que nos faz pensar profundamente sobre quem somos. É muito bom, pois nos resgatar e nos entender só nos fortalece, tanto como país, como região, grupo social e indivíduo.

Este é um link da Bienal que mostra uma das obras sobre estes temas. É da Ruth Ewan, do Reino Unido.

http://www.32bienal.org.br/pt/participants/o/2598

 

E este é o link do Fórum !!

http://fbssan.org.br/